TRANSTORNOS DO PÂNICO- O que é e como tratar
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setembro 2017

ADRIANA GROSSE

TRANSTORNO DO PÂNICO

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Psicóloga Adriana Grosse

A ansiedade é uma emoção normal do ser humano, comum ao se enfrentar algum problema no trabalho, antes de uma prova ou diante de decisões difíceis do dia a dia. No entanto, a ansiedade excessiva pode se tornar uma doença, ou melhor: um distúrbio de ansiedade, sendo caracterizados como transtorno da ansiedade também (fobia especifica, fobia social, fobia pânico, ansiedade generalizada etc.)
          O transtorno do pânico é caracterizado pelos ataques recorrentes de ansiedade intensa em circunstâncias imprevisíveis. Além da ansiedade intensa (pânico) a pessoa tem a sensação de morte iminente, de perda do controle de si própria ou de ficar "louco". Essa ansiedade é acompanhada de vários sintomas somáticos: palpitações, dor no peito, tontura, falta de ar, vertigens, sudorese excessiva, sensação de estar "aéreo”, sensação de desmaio, formigamentos no corpo, ondas de calor e frio, náuseas e sentimentos de irrealidade (despersonalização ou desrealização) são comuns. Em geral duram alguns minutos, raramente mais que uma hora. Como os ataques de pânico são imprevisíveis a pessoa desenvolve o medo de ter novos ataques, passando a tomar medidas "preventivas" para evitar lugares ou situações que supõe, podem desencadear novas crises.
          Quando alguma forma de perigo é percebida ou antecipada, o cérebro envia mensagens à uma seção de nervos chamados de sistema nervoso autônomo. Este sistema possui duas subsecções ou ramos: o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático. São exatamente estas duas subsecções que estão diretamente relacionadas no controle dos níveis de energia do corpo e de sua preparação para a ação. Colocado de uma forma mais simples, o sistema nervoso simpático é o sistema da reação de luta-e- fuga que libera energia e coloca o corpo pronto para ação; enquanto que o parassimpático, é o sistema de restauração que traz o corpo a seu estado normal. Ansiedade = sistema nervoso simpático tende muito a ser um sistema “tudo ou nada”.
          Um dos efeitos principais do sistema nervoso simpático é a liberação de duas substâncias químicas no organismo: adrenalina e noradrenalina, contudo, é muito importante observar que a atividade no sistema nervoso simpático é interrompida de duas formas. Primeiramente, as substâncias que serviam como mensageiras — adrenalina e noradrenalina são de alguma forma destruídas por outras substâncias do corpo. Segundo, o sistema nervoso parassimpático que geralmente tem efeitos opostos ao sistema nervoso simpático fica ativado e restaura uma sensação de relaxamento.
          Portanto, quando se tem crises de pânico o organismo recebe uma descarga de adrenalina e noradrenalina , podendo levar o sujeito a desenvolver problemas mais graves, como alcoolismo, depressão e abuso de drogas, como forma de se livrar da ansiedade, fugindo do problema e mascarando a doença.
          As crises do pânico geralmente começam entre a fase final da adolescência e o início da idade adulta. Apesar disso, podem ocorrer depois dos 30 anos e durante a infância, embora no último caso ela possa ser diagnosticada só depois que as crianças já estejam mais velhas.
          O transtorno do pânico pode ser desencadeado por situações de estresse extremo (ex: perda do trabalho, assalto etc.); morte ou adoecimento de uma pessoa próxima; mudanças radicais ocorridas na vida, histórico de abuso sexual; ter passado por alguma experiência traumática na infância (negligencia afetiva, separação dos pais, perdas, surras etc.)
          O profissional da saúde mental pode ajudar, seja com medicação em casos mais intensos onde o psiquiatra receitará o melhor medicamento para cada caso e a psicoterapia (psicólogo) para descobrir a causa do pânico.


Psicóloga Adriana Grosse
CRP 08/18360

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