O JOGO DA BALEIA AZUL E A PREVENÇÃO
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Maio 2017

ADRIANA GROSSE

O jogo da Baleia Azul
E a prevenção

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Psicóloga Adriana Grosse

Infelizmente nas últimas semanas “ O jogo da Baleia Azul” teve grande repercussão na televisão e nas redes sociais. O jogo é destinado a adolescentes e jovens e teve início na Rússia, chegando este ano ao Brasil. São 50 desafios, e os adolescentes são desafiados pelo mentor chamado “curador” a participar. Desde assistir filmes de terror na madrugada; automutilar-se (cortar braços, boca, pernas etc.); escutar músicas psicodélicas; furar a mão com agulhas muitas vezes; não falar com ninguém o dia todo; o curador determina uma missão, com base no medo do adolescente, para que ele perca o medo, por exemplo, de subir no telhado, entre outras tarefas e por último o suicídio.
        O jogo da Baleia Azul é realizado através das redes sociais, grupos fechados do facebook e Watts Zap, iniciando através da automutilação até a morte.
        O perfil dos adolescentes que entram nestes jogos são parecidos, pois, muitos provavelmente já possuem problemas ligados a baixa autoestima, muitas vezes sendo jovens isolados, carentes, com poucos amigos, entrando no jogo com a necessidade de ser aceito em grupos, no sentido de mostrar que são corajosos ou também adolescentes que já possuem um transtorno mental como depressão não diagnosticada, transtorno antissocial, transtorno borderlaine etc.
        Outro motivo muito comum dos adolescentes entrarem neste jogo é por não se sentirem amados e valorizados pelos pais.
        Recebo no consultório diversos adolescentes e as queixas são muito parecidas, os pais dão coisas matérias, mas não dão afeto e atenção. Um adolescente que se sente amado, cuidado e valorizado e que tem diálogo em casa, é pouco provável que entrará em um jogo de dor que o levará a morte. Quando o adolescente entra em um jogo desse é porque já está a muito tempo sofrendo e os pais precisam se conscientizar disso.
        Está pode ter sido a saída encontrada para acabar com o sofrimento e com a dor emocional. E mesmo muito antes do jogo vir a tona, já existia entre os adolescentes a mania de se automutilar para acabar com o sofrimento. O objetivo de quem se automutila é sofrer no físico para apagar a dor da alma.
        Como podemos evitar isso? Amando nossos filhos, colocando regras e limites. Sim, regras e limites. Já ouvi de muitos pais a seguinte frase: _ Mas ele só quer ficar no computador! Se seu filho só fica no computador é porque você deixou, é porque você cedeu às chantagens dele, é porque você deixou que ele colocasse as regras na casa. As regras devem ser colocadas quando nossos adolescentes ainda são pequeninos desde bebê de colo, porque se você quiser colocar regras na adolescência, ai será muito mais complicado. Regras e limites são colocados desde quando os bebês iniciam suas vidas, a adolescência é apenas um reflexo da educação de toda a infância.
        É importante pensar que tudo o que permitimos que nossos filhos façam, muitas vezes é nós adultos que temos um ganho secundário. Portanto, se deixo meu filho muito tempo no computador, eu ganho com isso, pois, consigo cuidar das minhas coisas, fazer meus afazeres sem me incomodar. A conclusão será, que se eu não perco tempo com a educação do meu filho hoje, quando criança e adolescente, fazendo junto à lição de casa, parando um tempinho para perguntar como ele está na escola, para falar o quanto o amo, para saber como ele se sente, se está tendo alguma dificuldade com os amigos.
        Ele se sentirá amado e cuidado e saberá que não está sozinho, principalmente neste momento da adolescência que é visto, com uma fase cheia de mudanças físicas e psicológicas.
       Você saberá se ele está sofrendo bullying, se está apaixonando por alguém e está sofrendo, se alguém o está manipulando. Mas tudo isto, você só saberá se tirar um tempo para saber como ele está e para conhecer de fato seu filho. Do contrário, você corre o risco, de quando ficar sabendo, seu filho estar envolvido com drogas, más companhias ou morto.
        A escolha sempre será sua pai e mãe. Ser pais narcisistas, que só pensam em si mesmos, ou olhar e cuidar, gastar tempo com seu filho, com a saúde mental dele, proporcionando a ele uma boa autoestima, para que não precise mendigar amor e atenção e não acabe se envolvendo com jogos, amores doentios e drogas.


Psicóloga & Coaching Adriana Grosse
CRP 08/18360






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