QUANDO NOSSO CACHORRO SUMIU          
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NOSSO CACHORRO SUMIU



Na ultima vez, contei como foi que descobrimos o sumiço do nosso cachorro. Na hora de comer o jantarzinho ele não estava nas imediações. Nem nas imediações nem em lugar nenhum. Saímos todos a procura do fujão. Seria mais fácil encontrá-lo se agíssemos rápido. Mas a busca deu em nada e resolvemos parar e nos organizar melhor para o dia seguinte. Até lá, descobriríamos como agir. Se você não leu esta parte e deseja saber como aconteceu, clique aqui.
          Nosso cãozinho arredio que se escondia em baixo da bancada do Morrão, onde estaria escondido agora? Eu não tinha dúvida nenhuma. Nosso Óscar é CACHORRO OSCARdos que ficam magros e sujos e vagam até morrer. De todas aquelas características e descrições de cães fujões que estavam mencionadas naquela página, era essa que se encaixava como uma luva.
          “ Se o cachorro escapou por causa de um ataque de pânico devido a algum barulho como trovão ou foguetório, ele vai correr o mais longe que puder...
          Pai, repete de novo isso aí, pediu Gabi, apontando pro notebook com a mão cheia de papéis. Entregou os papéis na minha mão e foi ela mesma conferir o que Morrão tinha lido: “Se o cachorro escapou por causa de um ataque de pânico, devido a algum barulho, como trovão ou foguetório, ele vai correr o mais longe que poder. Não adianta tentar pegá-lo agora, pois ele vai estar sem discernimento para distinguir o que é tentativa de ajuda e o que é ameaça. Tudo e todos vão parecer ameaçadores e ele percorrerá alguns quilômetros antes de se cansar e reduzir a velocidade da fuga.
          Pai, você não se lembra?
          - O que filha?
          - O que Gabi?
          -O foguetório que teve quando você estava entrando com o carro. Eu até tampei os ouvidos com as mãos. .. você viu!
          Foi. Me lembro.
          Eu também me lembrava do foguetório. Até gritei: Viva São Cristóvão! - porque certamente seria algum devoto fazendo sua manifestação particular.
          - É. Também me lembro – disse, (mas omiti o “viva são Cristóvão”).
          -Então, gente! Claro! O Oscar fugiu por causa dos fogos. Até eu me assustei com aquele tiroteio. A gente devia ter se lembrado disso. Mãe, Pai, vocês não se lembram como o Oscar fica quando tem trovoada? Fica de-ses-pe-ra-do!
          - É verdade – concordou Morrão.
          E era verdade mesmo. A Petra morria de medo de trovões, mas o Oscar era ainda mais medroso. Ele tinha PAVOR ! No tempo da Petra até descobrimos um vídeo na internet que era na verdade uma gravação do barulho de fogos. A gente colocava aquela gravação baixinho para a Petra ir acostumando com o barulho e ia aumentando aos poucos. No começo eu pensei que era bobagem, mas o fato é que a coisa funcionou, mas relaxamos com o Oscar e nunca demos a ele o mesmo tratamento. Quando ele aparecer vai ser a primeira coisa as aulinhas dele.
          - Cristã. Eu acho que Gabi tá certa. Pelo menos agora sabemos por que não deu certo a nossa procura pelas redondezas. E se ele vai correr até cansar, não vai adiantar muito procurar só por aqui. Lê mais um pouco Gabí, vê o que eles dizem mais.
          "Também não adianta correr atrás a pé, ele é muito mais veloz que você e não vai atender aos chamados. Para reencontrar seu cão se ele sumiu por outros motivos e não foi roubado..."
          -Ele não sumiu por outro motivo. Fugiu com medo dos fogos. Tenho certeza.
          -Vamos ler assim mesmo – disse Morrão pegando o notebook das mãos da Gabi – Pode ter alguma coisa importante aí. Alguma coisa que ajude.
          “Desenhe mentalmente um círculo em volta de sua casa ou do ponto onde ele foi visto pela última vez. Pense nos locais que ele conhece como o jardim, o parque que costuma frequentar, a casa ou a loja onde sempre recebe um carinho, ou fez um amigo humano ou de quatro patas, nos trajetos percorridos nos passeios com você. Pergunte a todas as pessoas se viram o seu cão, especialmente as que ficam o dia inteiro em contato com a rua como seguranças de ruas de lojas e de escolas, porteiros de prédios, e crianças. Avise também os vizinhos. Quanto mais pessoas estiverem sabendo, melhor”.
          “Mais de 80% dos cães desaparecidos são encontrados com a ajuda de outras pessoas. Distribua cartazes. Essa é uma medida absolutamente indispensável. Se você não divulgar com cartazes provavelmente não vai encontrá-lo. Use cartazes que identifiquem bem o seu cão. De preferência em cores Peça para expor seus cartazes no comercio, como padarias, farmácias, estacionamentos, postos de gasolina, supermercados, parques, bancas de jornais e outros locais estratégicos. Não vá espalhando cartazes em todo canto de forma aleatória. Faça uma relação dos locais onde colocou seus cartazes e no dia seguinte visite todos, e substitua os que tiverem sido retirados ou danificados. As pessoas geralmente se tornam solidárias e permitem e até ajudam fixá-los, mas infelizmente muitos cartazes desaparecem em menos de 24 horas. E o mais importante: não se esqueça de postar também nas redes sociais: facebook, G+, Twitter etc. Poste em todas que puder. Cada uma tem seu público específico. Quem é assíduo no Facebook, raramente visita o G+ e vice-versa, e assim acontece com todas as redes sociais.Não esmoreça, não pare. Enquanto seu cão não aparecer esta será uma missão sua, não o abandone. Vá trocando as postagens diariamente por pelo menos um mês se necessário".
          Enquanto Morrão lia eu passava os olhos nos panfletos que a Gabi jogou na minha mão. Estavam muito bons. Era o Oscar com aquela orelha apontada pra cima e os dizeres: “AJUDE A ENCONTRAR MEU CACHORRO” – E em baixo: “O NOME DELE É OSCAR “. Colocou nosso telefone fixo e mais o celular dela.
          Morrão pegou um , examinou e devolveu pra mim, sem dizer palavra, enquanto se voltava pra Gabizinha com olhos de pura admiração. Estavam de fato perfeitos. Ela usou uma foto que tiramos no verão, na beira da piscina, e Oscar como sempre, saiu muito bem.
          Que foi pai, não vai funcionar?
          Claro que vai , filha. Você mesma viu aí. Estes cartazes são peças fundamentais da campanha. O humor nem sempre oportuno do Morrão, desta vez contagiou a todos e nos transmitiu ânimo novo. Continuamos juntos a ler a postagem sobre cães fujões:
          Procure também no Centro de Controle de Zoonose– dizia o texto. Não basta telefonar, tem que ir pessoalmente. Infelizmente existem funcionários pouco sensíveis, que se apressam a informar que não existe nenhum cachorro com as características do seu. Se ele não estiver lá, informe-se sobre a frequência de entrada de novos animais e volte sempre lá para se certificar que ele não foi recolhido. Há casos de cães que ficaram desaparecidos durante meses e foram encontrados justo quando foram recolhidos ao CCZ.
         As prefeituras, principalmente as mais modernas, esclarecidas e atuantes, muito raro nos dias de hoje, realizam campanhas de conscientização da população no sentido de denunciarem casos de abandono , ocorrência de animais perdidos ou andarilhos pelas ruas, de modo a facilitar o recolhimento e assistência a esses animais e facilitar o reencontro com seus donos.
          Gabriela sempre foi muito conectada. Tinha perfil acho que em todas as redes sociais e era bem tarde quando terminou de postar as fotos do Oscar em todas elas e foi dormir. O dia seguinte ia ser bem movimentado!


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