O MERCADO CONSUMIDOR DO FUTURO - A Explosão Digital
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O MERCADO CONSUMIDOR
DO FUTURO



consumidor - Drone no serviço de entrega da Amazon.

Mariolinda Ribeiro

Bem vindo ao mercado consumidor do futuro. Segundo os mais recentes comentários estamos diante de uma expansão do mercado digital em proporções nunca vistas. A pesquisa do Google divulgada na segunda feira 17 de julho indica que as compras pela internet no Brasil crescerão em média 12,4% nos próximos 5 anos, passando dos 5,4% de 2016 para 9,5% em 2021. Mas o principal interesse dos observadores é medir o impacto deste avanço no nosso dia a dia.

Participação da Tecnologia no Mercado Consumidor do Futuro

Se você acha que ninguém pode ver ou prever o futuro, se enganou. A tecnologia pode. Observando e analisando os avanços tecnológicos que afetam o setor varejista, a Ovum, empresa de pesquisa e consultoria líder no mercado, focada em ajudar os provedores de serviços digitais e seus parceiros a prosperar na economia digital, apresentou um conjunto de previsões sobre o que os próximos 10 anos de comércio eletrônico trarão.
        Num relatório encomendado pela multinacional Criteo, empresa especializada em tecnologia para publicidade digital, e entregue com o sugestivo título de “O Futuro do E-commerce: A estrada para 2026”, A Ovum traz informações que vai certamente surpreender você, principalmente se a sua intenção é pelo menos, permanecer entre os primeiros nessa jornada. O relatório revela quais tecnologias são modinhas efêmeras e quais vão fazer diferença no jogo que se desenvolve numa velocidade nunca vista, ou melhor, nunca vivida antes.
        Nos mostra também quais serão os principais campos da batalha varejista do futuro, e informa por que assistentes digitais como Cortana , Siri, e Google Now, são apenas tímidos precursores do que será a influência da inteligência artificial no varejo. Para fornecer respostas a essas questões, e construir uma antevisão do futuro, a Ovum entrevistou líderes de pensamento em todas as esferas do comercio eletrônico incluindo marcas de varejo e lideranças numa ampla gama de setores deste mercado.
       

O varejo físico deixará de existir?

Segundo a Ovum, O mundo do varejo está passando por uma onda de inovações sem precedentes. Novos modelos de negócios aparecem exercendo uma Influência profunda em todo o comércio eletrônico. O relatório identifica as tendências que moldarão a paisagem do varejo ao longo dos próximos cinco a dez anos. Como a cadeia de valores do comércio eletrônico evoluirá, e qual será o impacto dessa evolução no mundo como um todo e no varejo físico em particular.
        O relatório da Ovum derruba mitos, entre eles o mito de que o varejo físico deixará de existir. O varejo físico sempre existirá, mas seu formato sofrerá mudanças para melhor, tornando-se ambientes de entretenimento, onde compras e lazer se mesclam, mesmo em detrimento da disponibilidade imediata de uma maior variedade de produtos. A demanda por grandes espaços físicos para instalação do comércio varejista continuará a cair, uma vez que a necessidade de manter estoques completos em cada loja deixará de fazer sentido em função da melhor logística construída em torno da entrega on-line e do modelo de clique e colete. O sistema "market place" evoluirá para uma extrema otimização atravéz de plataformas de apoio em recebimento e logistica, parcerias bem costuradas e até fusões, como o caso da Submarino, Americanas e Shoptime que recentemente se uniram no portal B2W. A consequência de tudo isso, será um preço extremamente otimizado no comercio virtual e um aumento da pressão sobre os espaços físicos existentes para que sejam mais eficiente e ofereça uma melhor experiência de compra.

No mercado consumidor do futuro, drones e carros sem motorista?

Este é o segundo mito desfeito no documento da Ovum. Segundo eles, “a palavra chave é “conveniência”. É “em qualquer lugar”. É “a qualquer momento”. É isso que o consumidor quer. Principalmente um número crescente de consumidores fruto de valores e interesses distintos entre as ultimas gerações: os milênios, nascidos de 1980 a 95, e a geração Z, nascida aproximadamente de 1996 a 2010, os nativos digitais, não se contentam mais com uma solução rápida. A eles só interessa a gratificação instantânea.
        Estes novos consumidores querem muito mais do comércio on-line. Querem a capacidade de descobrir bens exclusivos, que não encontrariam nem mesmo em grandes redes do comercio convencional. Vence quem trouxer o produto certo até o consumidor interessado da forma mais rápida e econômica e esta forma mais rápida e econômica nem sempre comportará uma loja física no caminho. Haverá investimentos numa logística perfeita, fazendo dos sistemas de entrega a diferenciação, ”como a Amazon já faz”. Drones e carros automatizados não vão se generalizar por motivos de segurança. Em vez disso, serão otimizados outros modelos, como entrega a pedido, sistema clique e coleta ou simplesmente a entrega estilo Uber, que está chegando ao mercado de massa.

O consumidor realizará todas as compras via smartphone?

Não necessariamente.
        O conceito tradicional de um sistema de compras linear e universal que todos os consumidores seguem, estará completamente desatualizado até 2026. Apesar da frenética proliferação dos dispositivos portáteis, a jornada do consumidor se tornará cada vez mais complexa. A compra pode começar e se encerrar numa plataforma móvel, na loja ou on-line. Para ter sucesso, o lojista terá não só que acompanhar o usuário em um número crescente de dispositivos e pontos de contato, mas também ser capaz de medir efetivamente qual desses dispositivos e pontos de contato é mais eficaz na promoção de vendas.
        Resumindo: Até 2026, satisfação instantânea não significará que alguém consertou algo rapidamente. Satisfação instantânea será uma experiência de compra perfeita possibilitada por uma gama de recursos tecnológicos e dispositivos conectados para atender primordialmente uma absoluta e inviolável segurança, o imediatismo e a conveniência. Alem do acesso instantâneo, o pacote terá que incluir a rápida descoberta do produto desejado, suporte impecável e entrega gratuita ou de baixíssimo custo. A perfeição exigida exercerá grande pressão sobre os lojistas. Quem não conseguir atender estas expectativas vai tropeçar e cair pelo caminho.

O consumidor diz quando, como e onde vai comprar.

É essencial uma estratégia integrada de armazenamento. As mensagens de marketing, preços e disponibilidade de produtos quando inconsistentes podem frustrar a expectativa do consumidor. No entanto, os lojistas deixarão de pensar e agir em termos individuais e passarão a desenvolver ações de contato com o consumidor de uma forma conjunta, capaz de oferecer uma experiência multimarca integrada e consistente.
        Os lojistas que vão prosperar são aqueles que permitam aos clientes fazer compras quando, como e onde quiserem. Isso requer um investimento significativo inclusive da área da educação em tecnologia e logística. A educação do futuro terá que estar atenta ao surgimento de muitas atividades no mundo digita, de modo a reduzir o desafio para os pequenos lojistas de patrimônio físico limitado.
        O desejo de experimentar comprar pela internet (a experiência de compra), de agora em diante só vai se intensificar. Os consumidores vão priorizar os ambientes onde as compras serão eventos. Ambientes de varejo onde a realidade aumentada (AR) e outras novidades emergentes, possam desempenhar um papel fundamental, com experiências tangíveis, serão fundamentais para melhorar o diferencial e a proposta de valor das marcas.

O que informa o consumidor infantil.

Há uma série de fatores que impulsionarão essa tendência. Muitos consumidores hoje já tratam as compras como uma atividade de lazer, atraídos cada vez mais pela perspectiva de um novo estilo de vida. Basta considerar a rejeição dispensada pelo consumidor infantil, que será adulto em 2026, aos brinquedos tradicionais. A criança de hoje, cada vez mais em evidência, inteiramente integrada no meio digital, quer produtos que tenham como diferencial, estarem inseridos na mudança tecnológica. O desejo de experimentar novidades vai impulsionar a vida, e os varejistas terão que alinhar cada vez mais suas marcas e seus ambientes à aparentemente insaciável necessidade do consumidor de participar de situações que valham a pena compartilhar nas mídias sociais por exemplo. Isso já pode ser visto na tendência crescente de integrar as redes sociais com as atividades na loja, com o objetivo de criar experiências de compras orientadas socialmente.
        Resumindo: a criatividade para fornecer experiências de compra distintas e tangíveis tanto on-line quanto no mundo real, se tornará a chave do crescimento para o comércio de varejo, mas os lojistas devem cuidar para que a experiência em questão proporcione prazer e valor genuínos; caso contrário, existe o risco dos consumidores encararem a coisa como um golpe ou um truque.
        É um jogo onde não há espaço para ninguém enganar ninguém.




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