DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS - As Mais Comuns e Como Tratá-las
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agosto 2017

ADRIANA GROSSE

DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS

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Psicóloga Adriana Grosse

As doenças psicossomáticas são aquelas causadas ou agravadas por distúrbios emocionais ou sentimentos do tipo: raiva, ansiedade, angústia, medo ou desejo de vingança. Com certeza você já se queixou ou já ouviu alguém se queixar de uma dor de cabeça, de estômago ou outros sintomas, e foi procurar um médico, fez vários exames, contudo fisicamente nada constatou de errado em seu corpo. Neste caso podemos dizer que se trata uma doença psicossomática.
          A palavra psicossomática, de origem grega, é a junção de: psique (psico – alma) e soma (corpo). E, deste modo, uma doença psicossomática não é exclusivamente somática ou corporal, mas tem origem na psique, ou seja: na alma. A psique inclui tudo o que não conseguimos localizar no corpo de uma maneira específica: nossas emoções, sentimentos, pensamentos.
          As emoções são estados mentais e têm o poder de interferir no metabolismo e na dinâmica do corpo, podendo produzir sintomas ou, até, influenciar no surgimento e piora de doenças reais como gastrite, alterações digestivas e pressão alta.
          Quando estamos com raiva ou ansiosos, ocorre uma descarga de adrenalina, cortisol (hormônio do estresse) e acido no estomago. Caso não saibamos gerenciar essas emoções, teremos essa descarga constante no organismo, provocando algumas doenças psicossomáticas.
          A doença psicossomática tem muitas vezes queixas físicas, como dor, diarreia, tremores, falta de ar e taquicardia ou aparece silenciosamente, como lúpus, vitiligo, psoríase e alergias.
          O sistema nervoso tem forte influência sobre a regulação do corpo para que funcione em harmonia, interferindo na liberação de hormônios, no controle dos batimentos cardíacos e na percepção da dor por exemplo. Desta forma, podemos dizer que a somatização é uma manifestação de angustias e conflitos psicológicos por meio de sintomas corporais.

Doenças psicossomáticas mais comuns.

Cada pessoa pode manifestar fisicamente as suas tensões emocionais em diferentes órgãos, podendo simular ou piorar muitas doenças. Os principais exemplos são:

  1. Estômago: dor e queimação no estômago, sensação de enjoo, piora de gastrites e úlceras gástricas;
  2. Intestino: diarreia, prisão de ventre, piora de doenças inflamatórias intestinais e síndrome do intestino irritável;
  3. Garganta: sensação de nó na garganta, irritações mais fáceis constantes na garganta e amígdalas;
  4. Imunidade: recorrências de gripes e resfriados, e piora de doenças relacionadas à imunidade como lúpus, artrite, hipotireoidismo e diabetes;
  5. Pulmões: sensações de falta de ar e recorrência de crises de asma e bronquites;
  6. Músculos e articulações: tensão e dores musculares, e surgimento mais fácil de fibromialgia e tendinites;
  7. Coração e circulação: sensação de dores no peito, que pode, até, ser confundida com infarto, e surgimento ou piora da pressão alta;
  8. Rins e bexiga: sensação de dor para urinar, mais fácil surgimento de infecção urinária de repetição;
  9. Pele: recorrência de dermatites, acne, queda de cabelo, vitiligo, psoríase e reativação da herpes;
10. Região íntima: piora da impotência e diminuição do desejo sexual, dificuldade para engravidar e alterações do ciclo menstrual;
11. Cérebro: crises de dor de cabeça, enxaqueca, e depressão.

          É importante lembrar que os sintomas da doença psicossomática são físicos, e equiparam-se a dores e sintomas reais. A primeira coisa a ser feita é procurar um médico e descartar todas as possibilidades físicas, por meio de exames laboratoriais. Aí sim, a doença será considerada de fundo emocional, ou seja: uma doença psicossomática.
          O tratamento para doenças psicossomáticas pode envolver o uso de medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios, anti-histamínicos e psiquiátricos para aliviar seus sintomas, no entanto, é importante o acompanhamento de um psicólogo, que ajudará o paciente a controlar as emoções, e tratará a verdadeira causa do problema.


Psicóloga Adriana Grosse
CRP 08/18360

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