DEPENDÊNCIA EMOCIONAL
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julho 2017

ADRIANA GROSSE

DEPENDÊNCIA EMOCIONAL

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Psicóloga Adriana Grosse

Quando falamos de dependência emocional, logo pensamos em dependência de casal, entre pares afetivos, porém, a dependência pode aparecer em outras relações, como: na amizade, entre irmãos, pais e filhos etc.
          Na relação afetiva pode aparecer a dependência emocional quando ambos ou um dos pares, não consegue fazer nada sozinho, sempre precisando da companhia do outro para fazer algo ou não conseguindo mais viver sem a outra pessoa. Muitas vezes devido à dependência emocional, que está atrelada a uma profunda carência, a pessoa acaba por se tornar tão dependente da outra que mesmo, ela sofrendo abusos psicológicos, continua na relação.
          Quando isso acontece, não é amor, não existe amor, nem por si mesmo e nem pelo outro, mas sim, uma carência emocional, a ponto de se permitir ser maltratado psicologicamente e muitas vezes até fisicamente. A dependência emocional está relacionada com a baixa autoestima, complexo de inferioridade e a não aceitação de si mesmo, se colocando em uma posição de menos valia, acreditando que não encontrará ninguém melhor.
          A maneira de estabelecer vínculos afetivos na vida adulta, é um reflexo da maneira que aprendemos na infância. Por exemplo, se tivemos um excesso de proteção, sentiremos insegurança e iremos procurar pessoas que nos protejam. Por outro lado, se tivemos pouco ou nenhum vínculo afetivo buscaremos desesperadamente alguém para nos dar o afeto de que precisamos.
          O relacionamento dos pais é observado pela criança e se torna uma modelo de e irá influenciar na escolha do par afetivo na vida adulta. Por exemplo, se em nosso ambiente presenciamos uma relação de dominação e dependência, na qual parece que podemos amar e receber maus-tratos ao mesmo tempo, poderíamos estabelecer uma relação do mesmo estilo já que nós conhecemos em primeira mão os mecanismos que a mantêm. Neste caso, a pessoa estaria repetindo o comportamento disfuncional dos pais.
          Em uma relação de dependência emocional, a pessoa com o passar do tempo acaba sentindo-se limitada e anulada, pois, sempre quer agradar, e começam a surgir sentimentos de ansiedade, culpa, inferioridade, medo da solidão etc.
          Também existe a dependência emocional dos pais, que muitas vezes pode ser velada e difícil de ser identificada, pois, é acompanhada de muitos cuidados, e da negação de quando o filho faz alguma coisa errada. Outra dependência, muita comum nesta década, que pode ser agravada, pelos novos valores de filhos casarem mais tarde. Sendo assim, os filhos saem da casa dos pais, com 25, 30, 35 anos etc. O que em alguns casos, quando já existe no núcleo familiar um perfil de família disfuncional, pode ser um problema.
          Por exemplo: Uma mãe, que não tem uma relação boa com o marido, pode projetar essa compensação no filho, tratando-o bem ou sabotando seus relacionamentos, para que ele não saia de casa “não se case”. Se o filho sair de casa, ela terá que voltar a ficar sozinha com o marido o que pode trazer angústia devido a distancia afetiva que o relacionamento tomou.
          Como podemos perceber que estamos em uma relação de dependência?
          Não é fácil perceber que estamos em uma relação de dependência emocional, mas há sempre indicadores e sinais que refletem essa disfuncionalidade, como por exemplo, as emoções. Nossas próprias emoções nos mostram que a relação não está funcionando bem. Em um relacionamento saudável não deveríamos sentir medo nem sofrimento.
          Portanto, quando isto acontece, é hora de olhar para dentro, resgatar o seu eu, seus sonhos, planos e o amor próprio. Uma pessoa que te faz sentir ansiedade e medo, não pode te fazer feliz. Uma pessoa que não aceita suas limitações, não poderá te fazer feliz. Uma pessoa que não consegue enxergar, quem de fato você é por dentro e suas necessidades, não poderá te fazer feliz. Se nem você se valoriza, como o outro poderá te valorizar? Lembre-se, eu aceito o amor que acho que mereço. Talvez seja importante rever suas crenças, retornar ao amor próprio e ir aos poucos cortando o cordão umbilical com os pais.


Psicóloga & Coaching Adriana Grosse
CRP 08/18360

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