COMO VENDER UM PAÍS - A Sunamam e a destruição da marinha mercante brasileira
       
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COMO VENDER UM PAÍS



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VALE BRASIL. É um navio brasileiro destinado ao transporte de minérios. É o maior navio mineraleiro do mundo, superando em dimensões e capacidade o supergraneleiro Berge Stahl. É também a terceira maior embarcação do mundo, sendo menor apenas do que os navios porta-contêineres Maersk Triple E, e dos supertanques da classe TI. Atualmente navega com o sugestivo nome de ORE BRASIL sob a bandeira de Hong Kong (HK).


Para que uma sociedade seja verdadeiramente uma democracia é preciso que ninguém seja tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha que se vender.
(Jean-Jacques Rousseau 1712 a 1778)

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Democracia - Ascenção e Queda da Atividade Produtiva.

Vamos evitar os detalhes dos acontecimentos. Já circulam abundantemente nos noticiários. Esta não é a primeira vez que o patrimônio brasileiro é vítima do próprio governo brasileiro. A Marinha Mercante brasileira já foi na década de 70 uma das maiores do mundo, operando os maiores graneleiros e petroleiros do planeta. As empresas brasileiras de transporte marítimo competiam em igualdade de condições com as melhores do mundo, e poderíamos citar praticamente todas: Lloyd Brasileiro, a Docenave, a Frota Nacional de Petroleiros, com os maiores petroleiros do mundo e era assim o panorama do setor na década de 70. Empresas de navegação, escritórios de logística e estaleiros pipocavam e prosperavam a serviço deste segmento promissor. Quem trabalhou nesta área, nessa época, sabe disso. Nossa Marinha Mercante era orgulho nacional. Era.
        Até que de repente o governo Costa e Silva, em 1969, resolveu criar a Superintendência Nacional da Marinha Mercante (SUNAMAM). Esta autarquia, desgovernou o setor de 1968 até ser extinta em 1983. E o que fez a Sunamam nesses 14 anos, com uma velocidade e uma ferocidade espantosas? Destruiu a nossa Marinha Mercante por completo. Simplesmente isso e apenas isso.
        As companhias de navegação, impossibilitadas de cumprir as FUI BOCA PRETAimposições e as amarras impostas pelas gestões equivocadas e invasivas da Sunamam, viam seus navios seguirem um após o outro em fila indiana para o sucatão de Niteroi, inclusive todos os da Companhia Siderurgica Nacional, Fronape (Frota Nacional de Petroleiros). Frota oceânica Brasileira que operava os maiores graneleiros do pais e do mundo, tudo fechou. A desordem era tanta, e tão absoluta, que a Docenave, a empresa de navegação da Vale, foi fechada deixando a Companhia Vale do Rio Doce, maior mineradora do país, impossibilitada de vender, porque não tinha como entregar. Não sobrou nada nem ninguém.
        O Estaleiro Ishikawajima que virava dia e noite para dar conta das encomendas, fechou por falta de encomendas. O Loyde Brasileiro foi integralmente “desviado” e dele só restou uma saudosa lembrança nas memórias de muitos “Boca Pretas”, que se orgulhavam de fazer parte de uma empresa daquele porte.

Democracia - Estatais Reféns

No entanto este é apenas mais um exemplo da sempre danosa e inconveniente interferência dos governos e partidos na atividade produtiva. A crise enfrentada pelas estatais hoje, Petrobras, Banco do Brasil e outras, decorre da subordinação delas às políticas “econômicas” das instâncias de governo. Estão ainda sendo vítimas e sucumbindo à sistemática “transferência criminosa” de recursos públicos para o setor privado no país e no exterior.
        O governo recente permitiu o arrombamento dos cofres do Estado para financiar seus projetos de enriquecimento ilícito e de poder. Forças política instaladas conseguiram nomear "companheiros" e "colaboradores" que se sentem à vontade para manipular até mesmo a presidência da República e o Congresso Nacional em favor de interesses lesivos ao país. Existem quadrilhas implantadas em todas as esferas se beneficiando de ações documentadas em atas de reuniões.
        O saque à Petrobrás é uma lição que está diante de nós deixando claro que o governo não pode mandar e desmandar em tudo como na prática está acontecendo.
        A onipotência do governo é um mal a ser evitado, e o contribuinte está falhando na missão de exigir. Faltam ao contribuinte mecanismos de controle e interesse em controlar as ações do governo. O grande risco que paira sobre o País, é o desinteresse do povo pelas questões da política, porque uma democracia sem participação popular não é uma democracia, mas uma ditadura parlamentar. O que deputados e senadores estão aprovando hoje, não se afina com a vontade popular, mas com acordos de bastidores voltados para os interesses dos 35 segmentos de politicaexistentes atualmente no país.
        Não podemos esquecer que o parlamentar é um mero representante e que a comunidade é quem detém de fato a soberania. Que numa democracia o povo é o único soberano. Repito: Para destruir toda a Marinha Mercante Brasileira, a Superintendência Nacional da Marinha Mercante (SUNAMAM) precisou de apenas 14 anos. Quanto tempo levaria um governo sem representatividade para vender o país? O pior cego existe: É o cego que não quer ver.


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