CANCER DE MAMA- E seus aspectos psicológicos.
LOGOTIPO DNEGOCIOS

setembro 2017

ADRIANA GROSSE

CANCER DE MAMA


E Seus Aspectos Psicológicos

.
Psicóloga Adriana Grosse

As alterações psicológicas que acompanham o diagnóstico e tratamento do câncer de mama, iniciam-se no momento que a mulher suspeita que o nódulo que descobriu, através do autoexame, possa ser um câncer.
        A partir do momento dessa descoberta, dá-se início a um processo interno de dúvidas, ansiedades e incertezas que podem ou não ser amenizadas através do exame físico.
        A tristeza e o pesar são reações normais à crise que se enfrenta ao descobrir um diagnóstico de câncer, e, portanto, todos os pacientes passam por esse sofrimento. Essas pessoas passam por vários níveis de estresse e angústia emocional diante de temas como o medo da morte, a interrupção de planos futuros, as mudanças físicas e psíquicas, as mudanças no papel social e do estilo de vida, e preocupações financeiras. Entretanto, apesar da tristeza e do pesar que aparecem de forma constante, nem todos os pacientes com câncer sofrem de depressão.
          Contudo, segundo Massie e Holland, entre os sintomas somáticos da depressão que se misturam com os sintomas da própria doença oncológica, o único que pode expressar o quadro da depressão é a insônia, por ser o único que não se justifica pelo câncer.
          Outro fator psicológico muito comum entre os pacientes com câncer é o transtorno de ajustamento, atingindo 25% a 30% dos pacientes.
           Os transtornos de ajustamento são estados psicológicos intermediários entre a patologia psiquiátrica e uma reação normal sob estresse, e são caracterizados, principalmente, pelo desenvolvimento de sintomas emocionais ou comportamentais significativos em resposta a um ou mais estressores psicossociais identificáveis. O sofrimento é acentuado, excedendo o que seria esperado, dada a natureza do estressor, e há um prejuízo significativo no funcionamento social ou profissional.
          Em relação à ansiedade, seu grau é extremamente variável em pacientes com câncer, podendo aumentar segundo a evolução da doença ou conforme a agressividade do tratamento oncológico. Os pacientes podem começar a experimentar ansiedade moderada ou severa enquanto esperam os resultados dos exames diagnósticos, ou enquanto recebem o tratamento, podendo aumentar a possibilidade de sofrer mais dor, bem como uma série de outros sintomas, desde angústia até as náuseas e vômitos agravados pelas emoções. Além de reduzir gravemente a qualidade de vida, a ansiedade pode favorecer a morte prematura do paciente. (Ballone, 2005; 2005)
          Pacientes já possuidores de transtorno específico de ansiedade antes de adoecerem têm mais probabilidade de recorrência do quadro. Outros fatores que podem aumentar a probabilidade do transtorno são: concomitância de quadros dolorosos intensos, concomitância de limitações funcionais ou de carência de apoio social e consciência do avanço da doença. Certos fatores demográficos e sociais também parecem influir no grau da ansiedade do paciente oncológico, como a feminilidade, idade precoce, problemas de relacionamentos familiares e/ou com amigos e médicos.
      A reação ao diagnóstico de câncer de mama, depende das características de personalidade da paciente, (autoestima, autoconfiança, aceitação de si mesma, histórico de depressão etc.), da doença, das variáveis do tratamento (tipo de tratamento), de sua interação com a doença (significado da doença para si, “castigo, aprendizado”), e de fatores ambientais (condição financeira, apoio social), e ciclo de vida (idade, fase da vida que está vivendo, casada, solteira, estava se preparando para ser mãe, iniciaria um emprego etc.).
          O tratamento oncológico promove grande impacto psicológico nas mulheres, porque vem de encontro a várias mudanças na imagem corporal afetando a auto estima. A quimioterapia provoca reações de luto pelo impacto nas mudanças corpóreas como a queda de cabelo, a diminuição da feminilidade, o estigma do câncer, o estigma da morte, a rejeição do sentimento de piedade, o preconceito entre outras mudanças corpóreas.
          Um grande número de estudos focados no ajustamento psicológico, compara pacientes mastectomizadas (remoção total da mama) com outras submetidas a cirurgias conservadoras, concluindo que quanto mais conservadora a cirurgia, menor o impacto psicológico causado pela perda da autoimagem.
          A psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross desenvolveu sua teoria das 5 fases do luto, podendo ser vivenciada quando perdemos alguém ou quando ficamos doentes.

As cinco fases do luto na perda da saúde:

Negação: Seria uma defesa psíquica que faz com que o indivíduo acaba negando o problema, tenta encontrar algum jeito de não entrar em contato com a realidade. Procura vários médicos e nega a condição atual, não aceitado a perda da saude.É comum a pessoa também não querer falar sobre o assunto.
      Raiva: Nessa fase a pessoa se revolta com o mundo, se sente injustiçada e não se conforma por estar passando por isso.
        Barganha: Essa é fase que o indivíduo começa a negociar, começando com si mesmo, acaba querendo dizer que será uma pessoa melhor se sair daquela situação. Faz promessas a Deus: “Vou ser uma pessoa melhor, serei mais gentil e simpático com as pessoas, irei ter uma vida saudável.”
      Depressão: Já nessa fase a pessoa se retira para seu mundo interno, se isolando, melancólica e se sentindo impotente diante da situação.
        Aceitação: É o estágio em que o indivíduo não tem desespero e consegue enxergar a realidade como realmente é, ficando pronto pra enfrentar a perda da saúde e o tratamento.

        Em Paranaguá o Instituto Peito Aberto atende mulheres com câncer de mama, oferecendo diversos serviços, como: Fisioterapia, pilates, zumba, nutrição, psicologia etc. Endereço: Rua Manoel Bonifácio, 622 – Centro Histórico? Paranaguá. Tel: 3423 -0649.


Psicóloga Adriana Grosse
CRP 08/18360

Leia tambem: Transtornos do Pânico


LOGOTIPO DNEGOCIOS